Alterações climáticas

  1. O que são?

Segundo o IPCC – sigla em inglês de Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, entende-se por alterações climáticas uma mudança no clima que pode ser identificada (através de testes estatísticos) por mudanças na média e/ou variância das propriedades climáticas que persistem por um extenso período, usualmente décadas ou séculos. Refere-se a qualquer mudança climática ao longo do tempo, proveniente de variáveis/fatores internas(os) e/ou externas(os).

1.1 Consequências das alterações climáticas

Atualmente, as alterações climáticas já apresentam alguns impactos visíveis: aumento da temperatura média, subida do nível médio do mar, tempestades e inundações mais frequentes. Se nada for feito, a mudança do clima provocará danos com custos crescentes e perturbará o funcionamento do meio ambiente, que nos fornece alimento, matérias-primas e outros recursos vitais. Estas alterações terão um impacto muito negativo na economia a nível mundial podendo desestabilizar, também, a sociedade.

  • Inundações – Numerosos territórios situados em zonas costeiras encontram-se sob ameaça de serem inundados.
  • Tempestades e secas – Os desertos poderão espalhar-se à escala mundial e condições meteorológicas extremas – como ciclones, chuva intensa ou longos períodos de seca – poderão surgir em zonas do planeta que não possuem esse padrão climático.
  • Falta de água – A escassez de água poderá ter – em muitas partes do mundo, inclusive na Europa – sérias consequências para a agricultura e para o abastecimento de água potável. Como última consequência pode causar a inabitabilidade de regiões inteiras.

 

  1. Causas das alterações climáticas

As alterações climáticas são influenciadas por diversas variáveis, sendo uma das mais importantes a emissão, pelo Homem, de gases de efeito de estufa (GEE) para a atmosfera.

Gases de efeito de estufa (GEE) – são constituintes da atmosfera (naturais ou antropogénicos, ou seja, causados pela ação do Homem) que absorvem e emitem radiação no mesmo comprimento de onda da radiação infravermelha emitida pela superfície do planeta, pela própria atmosfera e pelas nuvens. Esta propriedade origina o efeito de estufa.

 

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Exemplos de GEE: dióxido de carbono e óxidos de azoto (resultantes da combustão de recursos fósseis, como o petróleo ou o carvão), metano (resultante das atividades agrícolas e pecuárias), hidrofluorcarbonetos (HFC), perfluorcarbonetos (PFC) e pexafluoreto de enxofre (SF6) (utilizados como fluidos frigorigéneos).

O efeito de estufa é um fenómeno natural que mantém estável a temperatura do planeta permitindo o desenvolvimento de vida. Contudo, as elevadas emissões de GEE para a atmosfera reduzem a libertação de calor para o espaço, aumentando o efeito de estufa e provocando o aumento da temperatura média e o consequente aquecimento global do Planeta.

 

  1. O que fazer para combater as alterações climáticas?

Reduzir as emissões de GEE, nomeadamente pela utilização de energias mais limpas que emitem menores quantidades de substâncias nocivas para o meio ambiente.

 

  1. Cimeira do Clima – COP 21

A Cimeira do Clima, ou COP21, é uma conferência anual organizada pelas Nações Unidas em que se discutem os efeitos das alterações climáticas e medidas para as combater. A COP – Conference of the Parties (Conferência das Partes) – reúne todos os anos os 195 países que assinaram e ratificaram a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas em 1992.

A convenção foi elaborada em 1992 no Rio de Janeiro, mas só entrou em vigor em 1994. A partir dessa data, reconheceu-se que o sistema climático é um recurso de todos cuja estabilidade pode ser afetada por atividades humanas. A primeira COP foi em 1995 e a que decorreu em dezembro de 2015 em Paris foi a vigésima primeira, daí a denominação COP21.

A Cimeira do Clima em Paris foi fundamental porque nela os 195 representantes dos vários países tentaram traçar um novo acordo para a diminuição da emissão global de gases de efeito estufa, com o intuito de diminuir os efeitos e a evolução do aquecimento global. Outro dos objetivos foi limitar o aumento da temperatura global para 2 °C, visto que já aumentou quase 1 °C.

Manter o aumento da temperatura média global “bem abaixo dos 2 graus centígrados (2 °C)”

A comunidade internacional comprometeu-se a limitar a subida da temperatura “bem abaixo dos 2 graus centígrados” e a “continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus centígrados”.

O objetivo de 2 °C relativamente à era pré-industrial tinha sido definido em 2009, em Copenhaga, impondo uma redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) através de medidas de poupança de energia e de investimentos em energias renováveis e, por exemplo, reflorestamento.

Dos 195 países, 186 anunciaram medidas para limitar ou reduzir as emissões de GEE até 2025/2030.

O objetivo passa agora por atingir “um pico das emissões de GEE o mais cedo possível” e “em seguida, iniciar reduções rápidas (…) para chegar a um equilíbrio entre emissões” originadas por atividades humanas e aquelas “absorvidas pelos sumidouros de carbono durante a segunda metade do século” – uma referência às florestas, mas também a técnicas de captação e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera.

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